O Velho

Caminhando...

quarta-feira, dezembro 27, 2006

Paranóia Urbana

Pois é! Nada muda! O salário dos deputados não muda, a falta de educação do povo não muda, os chineses não mudam!

Só uma coisa mudou, ontem, na minha vida. Mas é muito insignificante pra dizer. Não o faço.

Esses impostos que matam! Queria abrir um café, mas não consigo encarar tantos tributos. Todo mundo sabe a resposta mas forças misteriosas fazem o rumo mudar. O esporte briga com a cultura (mas esporte não faz parte da cultura?), rojões para comemorar o Natal (dia 25 é dia de ano novo?).

Se bem que ontem... ah, deixa pra lá.

Quer mesmo saber? Nada demais. Uma florzinha amarelada nasceu entre um degrau e outro da escada de concreto lá de casa. Miudinha, amassadinha. Se bem que bem bonitinha! Inútil, né? Que importa isso? Mais que a televisão digital? Eu duvido! Não ria de mim, mas gosto de desejar bom dia pra ela... Acho que tenho problemas. Preciso de terapia ou algo do tipo, pra voltar a criticar a economia e esquecer dessa florzinha besta...

20 Comments:

Anonymous Marcela said...

"É feia. Mas é uma flor. Furou o asfalto, o tédio, o nojo e o ódio."

("A flor e a náusea", Drummond)

11:37  
Blogger me said...

essa marcela eh certeira!
show!!!

15:05  
Blogger O Véio said...

hehe... justamente esse poema foi a inspiração desse texto.
É que to meio de saco cheio de gente reclamando do brasil e do brasileiro.
As pessoas não conseguem ver coisas simples, óbvias, belas.

18:36  
Blogger O PAI DA ISABELLE said...

Este comentário foi removido por um administrador do blog.

18:57  
Blogger O PAI DA ISABELLE said...

vou te dizer: deixe pra falar de economia os economistas e de politicas os analistas politicos. Quem não encherga as coisas belas vão falar do que? A sorte é sua se a flor nasceu no degrau e vc consegui vê-la. Azar de quem achou que a gravata do Faustão estava muito bonita no domingo a tarde.

18:59  
Blogger Alves said...

Ô, Véio, desculpe mesmo por não ter passado aqui... Mas a falta de tempo e a aminésia ( é com "i" que se escreve ,mesmo? Não tive tempo de ir no google pra ver...) são meus companheiros frequentes. Sei que desculpas sinceras não te interessam, mas foi mal aí. Muito foda esse seu blog, estarei sempre passando aqui. Abração, camarada!!

19:11  
Blogger O Véio said...

Aê, trovão, pelo menos, se o cara achou a gravata bonita, menos mau, né? Pelo menos foca em algo de bom, por mais insignificante em termos cósmicos isso seja...
hehe

E ai, Alves? Você é muito bem vindo, cara!

E feliz 2007 a todos!

16:24  
Anonymous Shauan Bencks said...

ei Véio, só agora vi q vc passou no café.. eu ensaio ensaio reabrir as portas e acabo desistindo, mas acredito que neste 2007 terei algo que me fará voltar. Na verdade já tenho.. estou prestes a reabrir, aguente firme...rs

Saudades cara

20:55  
Blogger Reticências said...

Saudações

Se nada muda, porque é insignificante relatar quando isso acontece?

Pra você foi uma florzinha amarela. Pra mim, láááá em agosto, foi um ipê. Todo florido nesse ambiente acinzentado. Hoje foi um passarinho, tentando a todo custo se manter de pé no muro encharcado...

Utopia ou milagre, acho possível conciliar a critica à economia sem esquecer das miudezas. No final das contas não são elas que colorem nossos dias?

E o que dizer de Drummond, Marcela? Pílulas de encantamento escritas por um homem que eternizou a pedra no caminho...

Bem depois, de comentar e de comentar o comentário está na hora de falar porque vim. Te achei no blog da sua musa noturna e inspiradora...

Abraço...

Três pontinhos

09:37  
Blogger O Véio said...

Mas, e se fizéssemos diferente? E se, ao invés de [[conciliar a critica à economia sem esquecer das miudezas]], nós resolvêssemos [[conciliar as miudezas sem nos esquecermos da economia]]?

Tem toda razão!
Economia deve mesmo ficar em segundo plano, necessário, mas nunca primordial, não acha?

;-)

15:01  
Anonymous marcela said...

§

É, Rê... eu deveria apostar na Mega-sena...

§

Edinho, ...,

não sei se entendi bem a leitura que vocês fizeram para este poema do Drummond...

na verdade, acho que entendi, só não sei se concordo...

pra ser sincera, sei... mas estou com preguiça...

beijos...

16:32  
Blogger Libelula da Noite said...

Oi moço!

Caaalma! Pra que pensar nisso em pleno dia 5???
Relaxa... O Brasil só funciona mesmo depois do carnaval...

Espero q vc tenha um ótimo ano! Cheio de realizações, alegria e bons sentimentos!

Seja felizz!!!

Bjo!

08:48  
Blogger Reticências said...

Então que tenhamos a delícia de poder sentir as coisas mais simples, com cuidado para não as preterirmos em razão de assuntos necessários, mas não primordiais, ok?

Marcela, Drummond mostra-se uma antena poderosíssima que capta o sentimento, as dores, a agonia de seu tempo (e dos nossos tempos, é claro). Seria muito bom entender seu ponto de vista. Assim que jogar a preguiça fora, sou toda ouvidos. As obras do poeta como “A Rosa do Povo” e “Sentimento do Mundo”,são fantásticas e abertas a muitas interpretações. Mas no geral, o que se vê é um homem inquieto com a existência e uma grande preocupação, como na estrofe que você citou, do risco da vida se mostrar inútil, insignificante (a náusea, o mal-estar).
Pelo menos na minha concepção, o nascimento da flor, é símbolo do desabrochar de um mundo novo, a chama que mantém a vida apesar de tantos desencantos.
Sobre apostar na Mega-Sena, aproveita. São R$ 40 milhões. Pode-se dizer que o valor é suficiente para se achar graça em tudo. Ou para ofuscar por completo a visão do mundo de qualquer um, não acha?

Rê...

08:58  
Blogger Libelula da Noite said...

"Ele" é passado...
E passado deixamos onde está e seguimos em frente.

Tenho outros planos, outras coisas e pessoas em minha vida agora, "ele" não cabe em mais nada do que estou vivendo

=)

Quero vida nova! Coisas, pessoas, gostos, cheiros, td novo!
Nada de "eles" do passado que só fazem eu me lembrar de tempos dificeis e sofridos...
A vida é agora.. e pra agora quero só alegria!

=)
Bjo!

13:47  
Blogger Jul!o said...

Mas essa flor um dia vai embora, não se preocupe..
Se ficar com saudades....Compre Flores de plástico, pois 'Flores de plástico não morrem(Titãs)'


www.juilopio.cjb.net

23:44  
Blogger Reticências said...

Véio... entendi o conteúdo irônico da sua mensagem. Mas o momento verborrágico impediu que isso se transparecesse.

C'est la vie

09:49  
Anonymous Filipe said...

Como dizia Drummond "uma flor nasceu no asfalto" meu poema preileto dele... dos poucos que conheço, mas eh o que eu mais admiro.
Não se envergonhe, não ache que que você tem problemas. É uma flor, significa pra ti... E se você coloca aqui, cada comentário de pessoas que leram vale alguma coisa. Não só pra você, mas pra essas pessoas, que como eu, também leram e você acabou de mudar, mesmo que muito pouco, a vida de cada um. Não existe "o mais importante", a economia é importante, a política, corrupção... e sua flor...a minha flor...

00:28  
Anonymous fI said...

em meio de tanta asneira, de tanto ódio, de tanta bagunça, você, por ser um artista, por ser alguém sensível, reparou naquilo que para muitos é insignificante!

00:30  
Blogger Carolina said...

Não é insignificante... nem um pouco.
sabe, quando vou com minha família ao clube, gosto de ficar sozinha... olhando o rio, que tem... lá no "fim do mundo do clube". E o que mais me encanta, é um patinho que fica nadando... nadando...
Sabe, parece ser muito estúpido isso. Mas o patinho, parece ter um aspecto tão feliz, que ele, mesmo sendo um "patinho" sabe ver a vida.

Abraço

17:13  
Blogger O Véio said...

Hmmm... Será que ninguém captou a ironia do texto?

13:02  

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